terça-feira, 15 de maio de 2007

 Ilmor

Ilmor – O Povo das Sombras [do ilmóry: ily = povo, nação; por mori = noite; noturno (lit.: sombra)]. Nome adotado durante a Grande Procura, quando os senhores dos clãs guias optaram por viajar à sombra da noite em detrimento da luz do dia.

Também chamados de

  • Éhryo - Os Homens-Feras [do anthár ehrö = homem, macho; e éryo = fera, besta]. Embora usual entre alguns povos do reino, esta designação é considerada pejorativa pela maioria dos Ilmor.

Características: Antigas lendas contam que quando os Aymhór já haviam criado inúmeras raças de cores, formas e tamanhos os mais variados eles os colocaram em frente a seus olhos e os apreciaram e o brilho cintilante que saiu das pequenas peças de cristal se espalhou para fora do Círculo de Ohmaên e pôde ser visto de longe. Então, um guayon [chamado pelos argorianos de falcão], um lyëzzi [animal similar à libélula], e um allury [uma pantera] viram o brilho sobre as rochas altas, atravessaram as pedras que formavam o círculo e foram parar ao lado dos deuses, olhando curiosas suas novas criações. E ao vê-las Yeshithar sorriu contente e diz-se que a partir daí surgiram às últimas raças humanas do mundo.

E, como haviam feito antes, os deuses criaram seus novos filhos de corpos longos e braços fortes e à semelhança de Naajar, a Pantera, aquela que havia entrado no círculo, uma destas raças tinha as feições dos feras que habitavam as terras selvagens do mundo e dos lobos dos montes, e estes possuíam o espírito guerreiro do deus nos olhos e a calma e serenidade da deusa nos gestos.

Os Ilmor, assim, têm por característica feições que se assemelham a felinos e lobos, de acordo com a casta e a etnia ao qual pertencem, indo desde os allury, que os humanos de Argor chamam de panteras aos güin, os leões e os xian, chamados comumente de raposas pelos homens. São de temperamento arredio e reservado e seus reinos estão entre os mais isolados de Thargor. Dividem-se, numa mesma sociedade ou reino, em grandes etnias, clãs e castas sendo cada uma delas destinada a um fim específico dentro da ordem social, como a casta guerreira, a sacerdotal, a servil e a casta governante. Contudo, esta posição não é fixa e pode ser mudada, embora quase sempre um filho de uma casta permaneça nela por devoção e lealdade aos seus. São de natureza guerreira e feroz, e ao longo do tempo tornaram-se guerreiros experimentados e temidos.

Idioma Oficial: Ilmóry [o Anthár também é falado pela maioria dos Ilmor, mas não é considerado língua oficial em nenhum de seus reinos]. O Gaar, dialeto que surgiu na nação-reino de Taigar, também é falado na maioria dos reinos Ilmor.

Principais Cidades & Reinos:

_ Em Thargor: A grande maioria dos reinos Ilmor de Thargor encontra-se sob a proteção do manto verde da grande Floresta Branca, Belÿadhar, e poucos são aqueles que se afastaram da primeira morada do Povo das Sombras.

º Aarus - A Grande Nação Ilmor, fundada por Pantáry, o primeiro rei do Povo das Sombras. Situa-se no coração da Floresta.
º Lyr - Reino localizado na parte oeste da Floresta da Ira, fundado por Lyaros.
º Taigar - Terceiro maior reino Ilmor de Thargor, fundado pelo clã de Táigos Nelyarin.
º Fassa – Pequeno reino Ilmor localizado nos sopés das Montanhas Vermelhas, formados pelos clãs que seguiram a Guairi Luriain.

_ Em Argor:

º Liar - Reino Ilmor majoritariamente felino, cuja regência está sob a égide da casa de Feros Fearin.
º Omar;
º Ennos;
º Samos.

Origem & Morada: Surgiram como os demais às margens do Circulo de Ohmaên, a Consciência do Mundo. Mas os Ilmor permaneceram pouco tempo em Ohmaên, pois o chamado do mundo foi mais forte em seus corações que em todos os demais.

Diz-se que um dia enquanto caminhava à sombra de Anu junto às pedras no limite norte do círculo, Pantáry, O Primeiro recebeu a visita de Astaro, um xian [animal similar à raposa argoriana] amigo de Naajar, que lhe contou sobre as terras verdes e as matas altas que existiam ao norte para muito depois das montanhas do horizonte. Pantáry voltou para junto dos seus, para as árvores flutuantes no começo do mar e contou aos de sua casa e aos clãs amigos o que havia ouvido de Astaro. Então seu amigo Lyaros levantou-se e o cumprimentou, pois foi ele o primeiro a ver além do que o Circulo mostrava. E juntos, eles convenceram os demais Elóri [primeiro nome do Povo das Sombras; o nome Ilmor somente foi adotado durante a Grande Procura] a deixar o círculo e partir em busca da Visão de Pantáry, a jornada em busca de um novo lar.

Foram a única raça cuja rota de viagem não foi alterada desde a saída de Ohmaên e centenas de dias depois de sua partida chegaram a Belyädhar onde construíram sua morada.

Os reinos de Aarus e Lyr, respectivamente regidos por Pantáry e Lyaros, foram as maiores casas Ilmóry erguidas naqueles primeiros dias, mas muitas outras surgiram ao longo das eras, a maioria localizada sob o manto verde da Floresta Branca, cidades-reinos como Taigar, Rwary e Çuryen.

Outros, porém, se afastaram de Belyädhar e fundaram suas cidades nas longuinquas terras do leste, sob as sombras das Montanhas Vermelhas [diz-se que muitos clãs descontentes com seu status dentro da rígida sociedade Ilmor (especialmente os das etnias lupina e vulpina, que por não serem descendentes de Pantáry ou Lyaros sentiam-se relegados, não gozando dos mesmos direitos dados aos demais clãs) se voltaram contra os clãs felinos fundadores e partiram em busca de seus próprios reinos].

Em Argor, os Ilmor vivem no reino de Liar, sob o governo de Feros Fearin, em Leiryan e em mais sete reinos espalhados pelos mais diversos cantos do mundo, entre eles Samos, Omar e Ennos.

História: Os Ilmor foram a primeira raça a deixar o Círculo de Ohmaên e procurar um lar nas terras do novo mundo, no vasto e inexplorado reino de Thargor. Contudo, as histórias sobre a Grande Procura são poucas e cercadas de lendas [como a que relata o encontro entre o primeiro Senhor dos Ilmor e Astaro, que originou A Visão de Pantáry], mas sabe-se que quando saíram de sob o olhar dos deuses eles se dividiram em duas grandes famílias, aquela liderada por Pantáry e aquela liderada por Lyaros.

Não obstante, mesmo com líderes distintos, ambas as famílias seguiram juntas durante quase toda a grande jornada, separando-se somente quando alcançaram a floresta branca.

A história mais conhecida sobre esta época diz que os Ilmor [antes chamados de Elóri] seguiram os passos de Astaro durante 40 noites sem descanso, tendo o brilho de Anu como companhia e a sombra de Beláry a sua esquerda [razão pela qual adotaram o epíteto de "Povo das Sombras"]. Passando pelas terras que eras depois seriam batizadas de Doolay eles cruzaram o rio Ezho na parte em que este se junta ao rio Amoenos, aportando finalmente na divisa da floresta branca com a grande planície central.

Aparte de um inesperado encontro com um bando de grimoar selvagens na altura das terras de Doolay e da influência das ersë que habitavam as águas do Amoenos sobre os senhores Ilmor [parte da jornada cujo prosseguimento só foi possível graças à liderança das mulheres Ilmor], a Grande Procura do Povo das Sombras em busca de casa não sofreu maiores percalços.

Contudo, ao alcançarem os limites da floresta, os Ilmor foram impedidos de continuar sua jornada, pois aí descobriram que estas terras já eram habitadas e que os domínios de Belyädhar já possuíam senhores. Uma grande cidade-nação da raça mística chamada tauron erguia-se a pouca distância deles, majestosamente engendrada entre os galhos ancestrais das árvores da floresta. Walöryen era seu nome e seu senhor chamava-se Bëlloa, o grande-rei. E como não conhecessem os novos filhos dos deuses e deles não tivessem ouvido o mais leve rumor, eles os impediram de continuar.

Então Pantáry apresentou-se diante do rei tauron e explicou-lhe sobre sua visão e sobre a jornada de seu povo em busca de um lar. Bëlloa fez-lhe muitas perguntas e a todas elas Pantáry respondeu pacientemente. Por fim, o grande rei perguntou-lhe porque haviam escolhido o caminho da floresta e ele explicou-lhe que seguiam os passos de uma raposa e que ela lhes havia dito que sua casa encontrava-se para além da grande planície, no lugar onde as folhas das árvores escondiam a terra.

Bëlloa então convocou Umbro, o Vidente e pediu-lhe que mostrasse o lugar da grande floresta que os deuses haviam designado para ser o lar dos Ilmor. E Umbro mostrou-lhes em suas mentes um lugar de rios ocultos e grandes árvores, que os taurons chamavam em sua língua de Umn-numdus, as Árvores Anciãs e eles chamaram de Aarus, a Casa e para lá os taurons os guiaram.

Também foi graças à ajuda dos senhores da grande nação de Walöryen que os Ilmor construíram sua primeira morada e assim surgiu o primeiro laço de amizade entre os humanos e os místicos.

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